
A dominação é a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato. Ela pode fundar-se em diversos motivos de submissão: interesses, costume (hábito cego), inclinação pessoa do súdito. A dominação costuma apoiar-se em bases jurídicas.
* Dominação legal: seu tipo mais puro é a dominação burocrática. É baseado num estatuto, em regras. O dever de obediência está graduado numa hierarquia de cargos, com subordinação dos inferiores aos superiores. Não está sujeito a influências pessoais. Obedece-se a uma regra, que estabelece a quem e em que medida se deve obedecer.
* Dominação tradicional: seu tipo mais puro é a dominação patriarcal, onde quem ordena é o “senhor”, que obedece são os “súditos”. Obedece a pessoa pela sua dignidade e fidelidade, não levando em conta a competência, mas sim os laços familiares e de amizade.
* Dominação carismática: é aquela que acontece em virtude do carisma e do afeto. Quem manda é o “líder” por suas qualidades e não pelo seu grau de instrução e de competência, e quem obedece é “o apóstolo”.
Fazendo uma relação com a minha vida, é possível perceber esses três tipos de dominação, seja na vida pessoal, quanto na profissional:
* dominação legal: eu mesma, pois sou servidora do estado, obedeço a estatutos estaduais e federais. Sou subordinada a meu superior.
* dominação patriarcal: na vida profissional, como professora, onde sou quem manda e os alunos obedecem. Por mais que tentemos modificar isso, ainda é possível perceber o professor como o “dono da verdade”.
Dominação carismática: acontece na escola também, quando o professor se “aproveita” da afeição dos alunos para fazer o que deseja. Também acontece isso nas comunidades religiosas.