sexta-feira, novembro 24, 2006

20 DE NOVEMBRO- DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA



Trabalhando com meus alunos essa data tão importante para acabar com preconceitos, ouço a seguinte frase de J. 7 anos, meu aluno da 1ª série (!!!) " Minha mãe disse que quem é negro é ladrão". Ah, quase desabei!! Mas dei um sermão, um sermão daqueles. Fora que chamei a mãe desse menino e dei aquele sermão também. O que é isso? Se quer ser preconceituosa, que seja, mas não ensine isso a uma criança!!!

ABAIXO O PRECONCEITO RACIAL!!

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
(PROCURE O TÍTULO "CONSCIÊNCIA NEGRA" E VEJA TRABALHOS FEITOS POR ALUNOS)


SOMOS TODOS IGUAIS!!!!


ECS 9- Marx II

GRUPO D
Devido a desencontros com o grupo, posto minhas considerações sobre o tema desta atividade.

EDUCAÇÃO, TRABALHO INFANTIL E FEMININO


Considerando o mundo atual, é natural que crianças e adolescentes, de ambos os sexos, cooperem com a produção e trabalhem. Porém, isso é inaceitável.

Qualquer criança pode ser produtiva a partir dos nove anos, porém sem excessos e explorações.

Três categorias de crianças, conforme seu trabalho:

1ª) Nove aos doze anos: duas horas de trabalho;

2ª) Treze aos quinze anos: quatro horas;

3ª) Dezesseis aos dezessete: seis horas, com uma hora para a comida e o descanso.

Crianças podem trabalhar, podem contribuir em casa ou em fábrica, mas deve ser moderado esse trabalho. A idéia do trabalho, de fazer-se útil tem de começar desde cedo.

Essa divisão deve corresponder a um curso graduado e progressivo para sua educação intelectual, corporal e politécnica.

A sociedade não pode permitir que pais e patrões empreguem crianças e adolescentes, a menos que se combine este trabalho produtivo com a educação.

Por educação, entendem-se três coisas:

  1. Educação intelectual.
  2. Educação corporal: exercícios físicos.
  3. Educação tecnológica: aplique os conhecimentos na prática, no manejo de ferramentas dos diferentes ramos industriais.

Esta combinação de trabalho produtivo pago com a educação intelectual, os exercícios corporais e formação politécnica elevará a classe operária acima dos níveis das classes burguesa e aristocrática.

A degradação moral ocasionada pela exploração capitalista do trabalho das mulheres e das crianças foi descrita por Engels em uma de suas obras. O Parlamento Inglês criou uma lei para permitir o emprego produtivo de crianças de menores de 14 anos nas indústrias fabris. Uma lei ilusória, que ostentando o pretexto de cuidar da instrução das crianças, não continha nenhum dispositivo que assegurasse isto.

Com isso, houve muitas denúncias sobre o papel real da escola. Muitas crianças dentro de um pequeno espaço, com “o mobiliário escolar é pobre, há falta de livros e de material de ensino e uma atmosfera viciada e fétida exerce efeito deprimente sobre as infelizes crianças” (p.62). Parece-me bastante familiar essa realidade, não?

Em contrapartida, os alunos que trabalhavam aprendiam sim, pelo menos mais do que aqueles não trabalhavam. As crianças eram mais felizes, demonstrando como o dia escolar era monótono, improdutivo e prolongado. Além disso, desperdiça o tempo, a saúde e o trabalho do professor.

O problema maior é que a indústria moderna elimina a divisão manufatureira do trabalho, na qual o indivíduo fica prisioneiro a uma tarefa parcial, sem aprender o todo, além de monótona e não tendo para onde evoluir. Já nas tipografias inglesas antigas, os aprendizes começam pelas tarefas mais fáceis, evoluindo gradativamente para as mais complexas, além de saber ler e escrever.

E o que acontece na indústria fabril, acontece na sociedade. Aconteceu e acontece até hoje. Depois que o aprendiz chega ao ponto máximo da sua produção, não tendo mais para onde evoluir, é mandado embora. Aí, cresce o desemprego e, conseqüentemente, a criminalidade.

O desenvolvimento histórico da indústria moderna criou a necessidade de generalizar a lei fabril a toda produção social, criando, assim, leis que protejam verdadeiramente as crianças a fim de não serem exploradas. E em 1867, essa lei é criada. Só que por um lado, tem má fé nessa lei. Os problemas continuam e o trabalho feminino aparece.

As pessoas viam o trabalho feminino como inferior. Conseqüentemente, exploração e salário baixo existiam. Fora a discriminação. Havia quem dissesse que se trabalhasse fora, não conseguiria cumprir as obrigações domésticas.

O texto termina com o parágrafo “Hoje, na maioria das vezes, ainda é homem quem ganha os meios de subsistência da família, pelo menos nas classes possuidoras.” Mas hoje não é assim. O homem pode contribuir para o sustento da família, mas a mulher participa muito, trazendo, muitas vezes, o maior rendimento da família.

Mais uma vez, um assunto bem atual. Apesar do distanciamento do tempo, mais de um século, parece que serve para hoje. Trabalho infantil e feminino, leis que protegem de um lado, mas também tiram seus proveitos. Será que daqui um século, esses problemas continuarão?


MARX & ENGELS; Textos sobre Educação e Ensino. 2ª.ed. São Paulo, Moraes, 1992.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Início de semana


Início de semana, novas atividades.

Inicialmente, visitei a cadeira escola, PP e Didática e lá tive várias surpresas boas.

Primeiro, a tutora Denise postou comentários em todas as minhas atividades dando um retorno sobre elas. Alguma eu discordei da opinião dela, mas fiquei super feliz de saber como estou perante os olhos dos professores. Excelente!

Segundo, a atividade 11 é espetacular!! Amo cinema, então essa atividade será muito prazerosa! Assistirei ao máximo de filmes que conseguir até lá! Parabéns professora e tutoras!!!

Postei meu comentário sobre a ECS 8. Pena que não achei todas do grupo!

Boa semana a todas e força!!!!!!!!

ECS 8- Relato

Depois de muitas dificuldades em montar o grupo, já que AINDA tem gente que não postou a imagem, nos encontramos. Poucas, mas nos encontramos:

- Maria Angélica, de São Leopoldo

- Débora Boff, de Três Cachoeiras

- Simone Mengue, de Três Cachoeiras

- Raquel Guterres, de São Leopoldo

- Eu


Fazendo um resumo dos relatos trocados, foi possível perceber que o grande vilão do curso é a falta de tempo. Falta tempo para tudo, inclusive para tantas atividades do curso. Falta tempo porque professor trabalha muito fora do horário do serviço. Falta tempo porque a vida nos exige muito trabalho para ganhar tão pouco... Em contrapartida, foi possível perceber que a maioria do grupo está conseguindo realizar as tarefas em dia e com sucesso. Eu mesma demorei para me organizar, mas consegui e realizo as atividades em dia.

A maior parte dos comentários foi sobre as dificuldades, como a dificuldade com a tecnologia (da qual não compartilho), com a internet discada, a distância do pólo, enfim, falou-se mais em dificuldades do que sucessos.

O que me chamou mais atenção, foi a colega Débora, que começou o curso soa para estudar com a mãe. Achei muito legal!! Imagina que legal percorrer toda essa trajetória com a mãe!! Fantástico!!! Achei bárbaro.

Enfim, achei a atividade interessante, apesar de complicada pela formação dos grupos e do tempo em achar as colegas.

Um sucesso a todas nessa longaaaaaaaaaaa caminhada!!

quinta-feira, novembro 09, 2006

ECS 9- Marx II

Oi Pessoal!!!


Estou aqui para lembrar sobre a figura para a montagem dos grupos.

Minha figura é a D. Quem mais a têm?

Deixe um recado por aqui ou manda um e-mail: crisnoschang@yahoo.com.br

Valeu!!

domingo, novembro 05, 2006

ECS 7- Marx e Engels I



Karl Marx nasceu em 1818 em Trier,sul da Alemanha (então Prússia).


Estudou direito em Bonn e depois em Berlim,mas se interessou mais por filosofia e história. Na universidade, aproximou-se de grupos dedicados à política.
Aos 23 anos, quando voltou a Trier, percebeu que não seria bem-vindo nos meios acadêmicos e passou a viver da venda de artigos. Em 1843, casou-se com a namorada de infância, Jenny von Westphalen.O casal mudou-se para Paris, onde Marx aderiu a militância comunista, e, em 1844, conheceu em Paris Friedrich Engels, que seria seu amigo íntimo para a vida toda.

Foi expulso de Paris em 1845, radicando-se em Bruxelas e participando de organizações clandestinas de operários e de exilados. Em 1848, Marx e Engels publicaram O Manifesto Comunista, época esta em que estourava a revolução francesa .Esses foram os primeiros esboços da teoria revolucionária que mais tarde seria chamada de marxista. Em 1849, Marx se estabeleceu em Londres, onde viveu na miséria durante 15 anos, ajudado, quando possível, por Engels. Dois de seus quatro filhos morreram nesse período.

O isolamento político terminou em 1864, com a fundação da Associação dos Trabalhadores, que o adotou como líder intelectual. Em 1871, a eclosão da Comuna de Paris o tornou conhecido mundialmente. Na sua última década de vida, sua militância tornou-se mais crítica e indireta. Marx morreu em 1883 em Londres.

Friedrich Engels foi um filósofo alemão que junto com Karl Marx fundou o chamado socialismo científico ou o comunismo. Ele foi co-autor de diversas obras com Marx, e entre as mais conhecidas destacam-se O Manifesto Comunista e O Capital.

Protetor e principal colaborador de Karl Marx, Engels desempenhou papel de destaque na elaboração da doutrina comunista. Nasceu em 28 de novembro de 1820 e morreu em 5 de agosto de 1895. Era filho de um rico industrial de Barmen (Alemanha), é o principal colaborador de Karl Marx na elaboração das teorias do materialismo histórico. Na juventude, fica impressionado com a miséria em que vivem os trabalhadores das fábricas de sua família.

No século 20, o pensamento de Marx foi submetido a numerosas interpretações, agrupadas sob a classificação de "marxismo". Algumas sustentaram regimes políticos duradouros, como o comunismo soviético e o chinês.

Marx e Engels viveram numa época onde a Europa se debatia em conflitos, tanto no campo das idéias como no das instituições. Na base de Marx, está a idéia de que tudo se encontra em constante processo de mudanças. Segundo o filósofo, as sociedades se estruturam de modo a promover os interesses da classe economicamente dominante.

No capitalismo, a classe que domina é a burguesia e aquela que trabalha e recebe por aquilo que produz é o proletariado. Para Marx, combater a alienação e a desumanização era a principal função social da educação.O filósofo alertava para o risco das escolas ensinarem conteúdos sujeitos a interpretações de partidos e classes.

Marx não chegou a fazer uma análise profunda da educação com base na teoria que ajudou a criar. Isso ficou para os seus seguidores com Antonio Gramsci, Anton Makarenko e Nadia Krupskaia.

A alienação de que fala Marx é conseqüência do afastamento entre os interesses do trabalhador e aquilo que ele produz. De modo mais amplo, trata-se do abismo entre o que se aprende apenas para cumprir uma função no sistema de produção e uma formação que realmente ajude o ser humano a exercer suas potencialidades.

Karl Marx, apesar de não ter sido um sociólogo, foi fundamental para o início da ciência que estuda o homem e seu meio social .Ele e Engels criticaram duramente a sociedade da época. Essas idéias revolucionárias foram criticadas por alguns, como os filósofos Eric Voegelin e Karl Popper, dizendo que Marx foge da realidade quando esta o incomoda, criando o seu ideal particular de sociedade.

Naquela época, devia ser difícil visualizar uma sociedade como a proposta por eles. Porém, na atualidade, vemos experiências de sociedades comunistas. Essas sociedades carregam o referencial filosófico e político, mas mantêm uma idéia de isolamento e auto- suficiência que vai na contramão atual da globalização, o que tem parecido ser essencial para a sobrevivência da humanidade.

quinta-feira, novembro 02, 2006

Para refletir...

Escrito faz tempo, mas totalmente atual, ainda mais no momento político em que vivemos!

SINTO VERGONHA DE MIM- por Ruy Barbosa

Sinto vergonha de mim

por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligencia com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.



Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.



Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo
que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...



Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.



Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!



De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.