sexta-feira, novembro 24, 2006

ECS 9- Marx II

GRUPO D
Devido a desencontros com o grupo, posto minhas considerações sobre o tema desta atividade.

EDUCAÇÃO, TRABALHO INFANTIL E FEMININO


Considerando o mundo atual, é natural que crianças e adolescentes, de ambos os sexos, cooperem com a produção e trabalhem. Porém, isso é inaceitável.

Qualquer criança pode ser produtiva a partir dos nove anos, porém sem excessos e explorações.

Três categorias de crianças, conforme seu trabalho:

1ª) Nove aos doze anos: duas horas de trabalho;

2ª) Treze aos quinze anos: quatro horas;

3ª) Dezesseis aos dezessete: seis horas, com uma hora para a comida e o descanso.

Crianças podem trabalhar, podem contribuir em casa ou em fábrica, mas deve ser moderado esse trabalho. A idéia do trabalho, de fazer-se útil tem de começar desde cedo.

Essa divisão deve corresponder a um curso graduado e progressivo para sua educação intelectual, corporal e politécnica.

A sociedade não pode permitir que pais e patrões empreguem crianças e adolescentes, a menos que se combine este trabalho produtivo com a educação.

Por educação, entendem-se três coisas:

  1. Educação intelectual.
  2. Educação corporal: exercícios físicos.
  3. Educação tecnológica: aplique os conhecimentos na prática, no manejo de ferramentas dos diferentes ramos industriais.

Esta combinação de trabalho produtivo pago com a educação intelectual, os exercícios corporais e formação politécnica elevará a classe operária acima dos níveis das classes burguesa e aristocrática.

A degradação moral ocasionada pela exploração capitalista do trabalho das mulheres e das crianças foi descrita por Engels em uma de suas obras. O Parlamento Inglês criou uma lei para permitir o emprego produtivo de crianças de menores de 14 anos nas indústrias fabris. Uma lei ilusória, que ostentando o pretexto de cuidar da instrução das crianças, não continha nenhum dispositivo que assegurasse isto.

Com isso, houve muitas denúncias sobre o papel real da escola. Muitas crianças dentro de um pequeno espaço, com “o mobiliário escolar é pobre, há falta de livros e de material de ensino e uma atmosfera viciada e fétida exerce efeito deprimente sobre as infelizes crianças” (p.62). Parece-me bastante familiar essa realidade, não?

Em contrapartida, os alunos que trabalhavam aprendiam sim, pelo menos mais do que aqueles não trabalhavam. As crianças eram mais felizes, demonstrando como o dia escolar era monótono, improdutivo e prolongado. Além disso, desperdiça o tempo, a saúde e o trabalho do professor.

O problema maior é que a indústria moderna elimina a divisão manufatureira do trabalho, na qual o indivíduo fica prisioneiro a uma tarefa parcial, sem aprender o todo, além de monótona e não tendo para onde evoluir. Já nas tipografias inglesas antigas, os aprendizes começam pelas tarefas mais fáceis, evoluindo gradativamente para as mais complexas, além de saber ler e escrever.

E o que acontece na indústria fabril, acontece na sociedade. Aconteceu e acontece até hoje. Depois que o aprendiz chega ao ponto máximo da sua produção, não tendo mais para onde evoluir, é mandado embora. Aí, cresce o desemprego e, conseqüentemente, a criminalidade.

O desenvolvimento histórico da indústria moderna criou a necessidade de generalizar a lei fabril a toda produção social, criando, assim, leis que protejam verdadeiramente as crianças a fim de não serem exploradas. E em 1867, essa lei é criada. Só que por um lado, tem má fé nessa lei. Os problemas continuam e o trabalho feminino aparece.

As pessoas viam o trabalho feminino como inferior. Conseqüentemente, exploração e salário baixo existiam. Fora a discriminação. Havia quem dissesse que se trabalhasse fora, não conseguiria cumprir as obrigações domésticas.

O texto termina com o parágrafo “Hoje, na maioria das vezes, ainda é homem quem ganha os meios de subsistência da família, pelo menos nas classes possuidoras.” Mas hoje não é assim. O homem pode contribuir para o sustento da família, mas a mulher participa muito, trazendo, muitas vezes, o maior rendimento da família.

Mais uma vez, um assunto bem atual. Apesar do distanciamento do tempo, mais de um século, parece que serve para hoje. Trabalho infantil e feminino, leis que protegem de um lado, mas também tiram seus proveitos. Será que daqui um século, esses problemas continuarão?


MARX & ENGELS; Textos sobre Educação e Ensino. 2ª.ed. São Paulo, Moraes, 1992.

5 Comments:

Blogger Izolete said...

Oi Cristina!
Teu trabalho ficou muito rico, adorei.
Uma sugestão:Tu poderias enviar por e-mail para os componentes do teu grupo para que os mesmos realizem a leiura e façam questionamentos, discussão,acrescentem idéias e no final tu farás a postagem no blog colaborativo, desculpe a intromissão,mas foi só uma sugestão,pois acho que teu trabalho está bem completo.
Beijos.

24 novembro, 2006 05:29  
Blogger dani albrecht said...

Oi Cristina!
Faço parte do teu grupo e dei uma lida na tua postagem inicial, fiz um resumo semelhante ao teu e vou fazer uma síntese dos dois e publicar no meu blog.
Nossos colegas de grupo se reuniram na sexta e já tem algumas idéias.
Um abraço, Dani.

25 novembro, 2006 11:23  
Blogger fe_hoffmann said...

Olá Cristina! É isso aí, conseguistes movimentar o grupo com tua atitude e idéias. Parabéns! Beijos Fernanda - Tutora ECS, Porto Alegre.

26 novembro, 2006 18:00  
Blogger Adriana Irigaray said...

Boa noite colega! A tua presença na sede da UFRGS, no sábado, é fundamental, para que tenhamos uma bela festa. Nós vemos por lá! Teu blog está maravilhoso.Bjs. Adriana

30 novembro, 2006 15:19  
Blogger Vera said...

Olá, estou conferindo o link da ECS 9, no blog individual. Em breve darei retorno no blog colaborativo. Um abraço, Vera

05 dezembro, 2006 05:35  

Postar um comentário

<< Home